28/08/2012 17:21
Foto: The Sun
Kim Ramsey reclama que não consegue ter relacionamentos saudáveis em razão das dores resultantes dos sucessivos orgasmos
A enfermeira britânica Kim Ramsey, de 44 anos, sofre de um problema incomum: qualquer movimento pode levá-la ao orgasmo, segundo o jornal inglês "The Sun". Andar de trem, dirigir ou fazer tarefas domésticas são suficientes para levá-la ao clímax, que chega a acontecer cem vezes por dia.
Apesar de parecer positiva, a condição prejudica muito a sua vida, disse a enfermeira para o jornal. Ter tantos orgasmos causam cansaço, dor e impedem de ter relacionamentos normais.
Kim Ramsey diz que atividades rotineiras como andar de trem, dirigir ou realizar tarefas domésticas fazem com que ela chegue ao clímax constantemente.
Tarefas simples são o bastante para que a enfermeira entre em processo de orgasmo
"Enquanto outras mulheres pensam em como atingir o clímax, eu penso em como vou parar o meu", diz ela.
Os constantes orgasmos, além de causarem cansaço e eventuais dores, a mulher não consegue estabelecer relacionamentos saudáveis.
“Não há cura para o problema dela”, dizem os médicos
Os médicos diagnosticaram a enfermeira com uma doença incurável, chamada de Transtorno de Excitação Genital Persistente, afirma o "The Sun". A causa do problema está ligada a cistos na coluna causados após Kim cair de uma escada, há cerca de dez anos.
Apesar de ser britânica, a enfermeira vive em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Ela descobriu o problema em 2008, após fazer sexo com um namorado.
"Eu senti orgasmos constantes por quatro dias seguidos. Pensei que estava enlouquecendo", disse ela ao "The Sun".
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Kim Ramsey disse ao jornal inglês que gostaria de descobrir como deixar de ter orgasmos
A enfermeira disse ter tentado de tudo - fazer agachamentos, respirar profundamente, até ficar sentada em comida congelada. Mas a sensação continuou, segundo Kim, que relatou ter passado por dor e agonia nesse período.
Transtorno ocorre apenas em mulheres e causa é desconhecida
O Transtorno, conhecido pela sigla PSAS em inglês, é um quadro clínico que ocorre apenas em mulheres e gera sinais fisiológicos de excitação sexual (inchaço dos órgãos sexuais, pulsação etc.) sem a presença de desejos ou estímulos sexuais. Pode ocorrer a cada 30 minutos. As causas ainda são pouco estudadas e não há cura.
Os primeiros casos da síndrome, como foi chamado em um primeiro momento, foram relatados em 2001, com seis mulheres que apresentavam sintomas semelhantes de sensação de orgasmos sem estímulo e com duração de dias, com idades de 35 a 81 anos.
Em uma pesquisa na internet, em 2005, mais de 50 mulheres descreveram sintomas que se enquadram no diagnóstico do transtorno. Em 2004, foi lançado um documentário chamado “100 orgasmos por dia”, com relatos de três mulheres. Mais recentemente, em 2007, uma britânica afirmou apresentar sintomas desde os 19 anos (ela tinha 24 na época), e em 2009, uma americana foi diagnosticada após um acidente de carro.
Conheça mais sobre o Transtorno da Excitação Genital Persistente
Pessoas com Transtorno da Excitação Genital Persistente, ou PGAD, estão constantemente em um estado de excitação sexual. Os sintomas podem variar. As mulheres geralmente experimentam os sinais físicos da excitação, incluindo o ingurgitamento dos genitais, sem nem mesmo estar pensando em sexo.
Elas podem ter tamanha sensibilidade nas áreas genitais que até mesmo o uso de certos tipos de roupas pode causar excitação.
Essas pessoas também podem ter orgasmos espontâneos – que podem chegar a dezenas por dia, ou elas podem ter que se auto-estimular para encontrar algum alívio. Mas esse alívio não dura muito tempo. A excitação pode voltar a aparecer em poucas horas, minutos ou até mesmo segundos, e pode durar por dias, semanas ou até meses.
Em um primeiro momento, ter (ou precisar ter) orgasmos tão freqüentes pode não parecer algo ruim. Mas para mulheres com PGAD não é nada agradável – é debilitante, não as deixa dormir, trabalhar ou até mesmo fazer uma refeição com a família.
Algumas mulheres alegam ter PGAD desde a infância, enquanto em outras a condição apareceu durante a gravidez ou menopausa. Pessoas com essa condição normalmente se sentem envergonhadas e demoram muito para buscar ajuda médica.
A literatura médica somente reconheceu esse transtorno na última década e os médicos ainda não conhecem ao certo a sua causa. Pode ser devido ao mau funcionamento ou dano em nervos sensoriais.
Alguns pacientes foram tratados com sucesso com medicamentos como antidepressivos ou Chantix (medicamento usado inicialmente para reduzir a dependência à nicotina). Outros tentam simplesmente conviver com a condição, agradecidos por pelo menos ter um nome para a sua misteriosa doença.
em 06/09/2012 as 15:20
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